Continuação 2 Desabafo 01
Eu estava tentando pensar no quanto aquilo tudo iria me trazer resultados positivos um dia. Eu "trabalharia" mais, mas poderia ser contratada no escritório futuramente e então teria um emprego como eu queria. Mas o pior pesadelo da minha vida estava acontecendo. A única funcionária do escritório era esposa de um dos sócios e era ela que ficava por conta de me passar as atividades do estágio. No começo foi tão bom, eu estava aprendendo muito e estava gostando, estava dando tudo certo. Mas quando estava com quase 1 mês de estágio, ela foi mudando comigo. Me tratava mal e fazia grosseria o tempo todo. Não me passava as atividades da forma certa e me cobrava serviço o tempo todo. Eu fiz de tudo para ajudar o escritório. Eu dava o meu melhor. Mas saí de lá chorando várias vezes e decidi que não queria ficar. Só que era uma pressão muito grande e minha mãe pediu que eu tivesse paciência por conta do conhecido dela que me arrumou o estágio. Ela ficaria com muita vergonha se eu saísse assim. Então uma colega da faculdade viu o que estava passando e arrumou um estágio pra mim na empresa dela. Mas eu precisava conversar com o conhecida da minha mãe antes. Ele já era de idade e já não ficava mais no escritório. Então, naquela semana, a mulher e o marido dela iriam viajar e ficar fora a semana toda. Eu fui até a casa do senhor, perguntei o que eles estavam achando de mim e disse que estava chateada pela forma como vinha sendo tratada. Mas não disse em momento algum o quanto ela me maltratava, disse que até que sabia que era o jeito dela ou que talvez ela não estivesse gostando da forma em como eu trabalhava. Ele disse que ela era realmente muito grossa e que eles haviam perdido clientes por causa dela. A forma como ele me contou me deu a entender que ele também não estava satisfeito com ela, mas que também não poderia fazer muita coisa já que ela era mulher do outro sócio. Eu disse pra ele que tinha a proposta de outro estágio e ele me liberou para fazer teste na outra empresa então e dar resposta pra ele depois. Eu fui. Fiquei 2 dias na outra empresa. Mas confesso que também não me senti muito bem lá. Na verdade acho que estava traumatizada com o que vinha acontecendo. Eu nunca havia sido tratada daquele jeito. E na UFTM todos elogiavam muito o meu trabalho. Eu realmente não entendia o que vinha fazendo de errado. Na semana seguinte, depois de ter ouvido tanto minha mãe pedir pra não sair do escritório, decidi continuar até terminar meu estágio obrigatório. Cheguei a conversar com o outro sócio a respeito do que estava acontecendo e ele me pediu paciência porque ela realmente era uma pessoa difícil e disse que se acontecesse algo eu poderia contar com ele. Quando a mulher voltou passou um dia me maltratando mas percebi que eles ainda não haviam falado com ela. Ela mudou totalmente no dia seguinte e passou a puxar assunto comigo. Eu não gostava muito disso, achava um tanto falso da parte dela mudar até o tom de voz do dia pra noite e conversar comigo como se fossemos amigas. Mas eu precisava cumprir minha carga horária do estágio, então precisava estar ali. O tempo passou e ela me tratou bem por um tempo, mas acho que depois cansou. No final do estágio eu já não aguentava mais e os últimos dias foram os piores. O escritório estava de mudança e os nervos dela estavam a flor da pele. Meu último dia no estágio era o primeiro dia no imóvel novo do escritório. Eu me ofereci para ajudar até na limpeza, mas ela não deixou é claro, mas continuou me tratando como um animal. O marido dela me fez a proposta que eu não queria. Continuar fazendo estágio lá, porém remunerado dessa vez, já que o obrigatório havia terminado e assim que eu terminasse a faculdade, ou seja, no fim do ano, ele me contrataria como assistente contábil. Eu não queria mais ser estagiária, queria trabalhar de carteira assinada, 8 horas por dia e receber o salário inteiro. E além do mais, eu não queria trabalhar com a mulher dele. Mas eu não tinha muita escolha. Eu não havia conseguido outro emprego, meu estágio na UFTM estava no fim e não poderia mais ser prorrogado, eu precisava fazer algo no meu último ano da faculdade.
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